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UEPG investe em energia solar e planejamento urbano para fortalecer sustentabilidade

Universidade apresenta iniciativas com investimento em usinas fotovoltaicas e atuação em planos diretores de municípios paranaenses

O investimento do edital Itaipu Mais que Energia, é destinado à implantação de usinas solares no Campus Uvaranas e no Hospital Universitário
O investimento do edital Itaipu Mais que Energia, é destinado à implantação de usinas solares no Campus Uvaranas e no Hospital Universitário -

Mariele Alexandra Zanin

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O 3º Painel Digital Meio Ambiente e Sustentabilidade, do Portal a Rede, recebeu representantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para discutir ações que fortalecem o desenvolvimento sustentável na região. Durante a entrevista, foram apresentados projetos que envolvem desde a geração de energia limpa, com a implantação de usinas fotovoltaicas, até a elaboração de planos diretores em municípios com menor índice de desenvolvimento, integrando inovação, responsabilidade ambiental e planejamento urbano.

Um dos principais destaques é o investimento de R$ 10 milhões, viabilizado por meio do edital Itaipu Mais que Energia, destinado à implantação de usinas solares no Campus Uvaranas e no Hospital Universitário.

Segundo a pró-reitora de Planejamento, Andrea Tedesco, o projeto representa um avanço significativo tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. A expectativa é reduzir em aproximadamente R$ 1,2 milhão por ano os gastos com energia elétrica.

Em maio aconteceu a assinatura dos Planos de Ação da UEPG, e de outras 14 instituições no teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba
Em maio aconteceu a assinatura dos Planos de Ação da UEPG, e de outras 14 instituições no teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba |  Foto: Aline-Jasper

Além da economia, a iniciativa reforça o compromisso da universidade com fontes renováveis. “A universidade precisa ser um modelo para a sociedade na adoção de tecnologias sustentáveis e na responsabilidade ambiental”, destaca.

Na prática, o sistema contará com estruturas conhecidas como carports, que utilizam estacionamentos como base para a instalação de painéis solares. Também será implantada uma usina em solo no Hospital Universitário.

De acordo com o engenheiro eletricista Lucas Ribas, a capacidade de geração pode atingir cerca de 2 megawatts-pico, o que representa aproximadamente 54% do consumo de energia das unidades atendidas. “A energia solar é convertida e injetada na rede elétrica, contribuindo diretamente para a redução de custos e impactos ambientais”, explica.

A redução na conta de energia deve permitir reinvestimentos em ações acadêmicas, como bolsas de assistência estudantil e projetos de pesquisa e extensão
A redução na conta de energia deve permitir reinvestimentos em ações acadêmicas, como bolsas de assistência estudantil e projetos de pesquisa e extensão |  Foto: Divulgação

Planejamento urbano e impacto nos municípios

Além da geração de energia limpa, a UEPG também atua no planejamento urbano e ambiental por meio da elaboração de planos diretores em municípios com menor índice de desenvolvimentoO projeto teve início como uma ação de extensão do curso de Geografia e hoje envolve estudantes e profissionais de diferentes áreas, como engenharia, direito e administração.

Os planos diretores incluem diagnósticos completos das cidades, com levantamento de dados sobre infraestrutura, meio ambiente e uso do solo. Em alguns casos, são produzidos até 300 mapas por município.

Os planos diretores incluem diagnósticos completos, com produção de mapas de infraestrutura, meio ambiente e uso do solo, auxiliando na gestão pública local
Os planos diretores incluem diagnósticos completos, com produção de mapas de infraestrutura, meio ambiente e uso do solo, auxiliando na gestão pública local |  Foto: Helton Costa

De acordo com Andrea, esse trabalho é essencial para orientar decisões públicas e promover o desenvolvimento sustentável. “Esses estudos ajudam os gestores a entender a realidade local e planejar soluções de forma mais eficiente”, afirma.

Outro ponto importante é a participação da população, que ocorre por meio de audiências públicas ao longo de todo o processo.

Leitura comunitária Projetek em São João do Triunfo
Leitura comunitária Projetek em São João do Triunfo |  Foto: Jessica Natal

Formação acadêmica e impacto social

As iniciativas também têm impacto direto na formação dos estudantes, que passam a aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Para a universidade, essa integração entre ensino, pesquisa e extensão fortalece o papel institucional junto à sociedade. “A gente consegue transformar o conhecimento em resultado concreto, com retorno direto para a comunidade”, ressalta a pró-reitora.

Universidade como agente de transformação

Com iniciativas que vão da geração de energia limpa ao planejamento urbano, a universidade reforça seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a construção de soluções que beneficiam tanto a comunidade acadêmica quanto a sociedade.

Para o engenheiro Lucas Ribas, participar dessas ações é uma oportunidade de aplicar conhecimento técnico com impacto real. “É gratificante ver o resultado do nosso trabalho e perceber que ele contribui não só economicamente, mas também para a sustentabilidade e para a sociedade como um todo”, conclui.

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