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Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos EUA

Exército americano diz que navios comercias continuam transitando pela via navegável

Bloqueio no Estreito de Ormuz tem causado aumento nos preços de produtos
Bloqueio no Estreito de Ormuz tem causado aumento nos preços de produtos -

Publicado por Iolanda Lima

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O alto comando militar conjunto do Irã anunciou nesta quarta-feira (10) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.

Momentos após o anúncio, o Exército dos EUA afirmou que navios comerciais continuam transitando pela via navegável. Os anúncios acontecem após os EUA iniciarem uma nova onda de ataques contra alvos iranianos pelo segundo dia consecutivo. As informações são da CNN Brasil.

A informação foi divulgada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA), que classificou a ofensiva como uma resposta “agressão injustificada e contínua do Irã”.

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.

Após o anúncio, a mídia oficial do Irã informou que explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, próximas ao Estreito de Ormuz.

A imprensa também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento em um importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.

Asaluyeh é uma cidade portuária na província de Bushehr, no sul do Irã, situada na costa norte do Golfo Pérsico.

Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas lançariam uma nova onda de ataques, já que não havia definição sobre um acordo com o Irã.

Afirmações de Trump

Em entrevista à Fox News na noite desta quarta-feira, Trump disse que conversou diretamente com autoridades do Irã, afirmando que os oficiais teriam lhe pedido para interromper os ataques.

A mídia estatal do Irã negou a informação, citando um alto funcionário que disse que a "alegação falsa de Trump" é uma "manobra para evitar guerra" contra Teerã.

Em resposta às afirmações do presidente americano, a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim afirmou que toda "agressão" americana será respondida com uma resposta militar decisiva e não com "chantagem diplomática".

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