Zampieri será alvo de investigação pela Corregedoria da Câmara de Ponta Grossa | aRede
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Zampieri será alvo de investigação pela Corregedoria da Câmara de Ponta Grossa

A instauração do processo recebeu nove votos favoráveis e apenas um contrário, sendo que tanto Zampieri quanto Mazer não votaram

A medida atende a um requerimento protocolado por Guilherme Mazer (PT) para apurar denúncias de Ricardo Zampieri
A medida atende a um requerimento protocolado por Guilherme Mazer (PT) para apurar denúncias de Ricardo Zampieri -

João Iansen

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O Plenário da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) aprovou, na sessão desta segunda-feira (21), a abertura de uma investigação pela Corregedoria Interna contra o vereador Ricardo Zampieri (PL). A medida atende a um requerimento protocolado por Guilherme Mazer (PT) para apurar denúncias sobre supostos "malotes" que estariam circulando nos corredores do Legislativo.

A instauração do processo recebeu nove votos favoráveis e apenas um contrário, sendo que tanto Zampieri quanto Mazer não votaram.

RELEMBRE

Na sessão de 24 de agosto, Zampieri declarou que "muitos da Câmara Municipal irão cair" na hipótese de uma atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), afirmando a existência de "malotes" e "esquemas" no Legislativo de Ponta Grossa.

Diante do episódio, Mazer solicitou a notificação de Zampieri para que apresentasse provas em até 48 horas. Na sessão desta segunda-feira, o vereador petista destacou que o prazo expirou sem manifestação do colega.

Mazer explicou que recorreu à medida por ter se sentido atingido pelas acusações genéricas. Ele informou ainda que a Mesa Executiva sugeriu o envio do caso à Corregedoria para a análise formal da representação e garantia do direito de defesa de Zampieri.

Em pronunciamento, Zampieri adiantou que não entregará à Casa os documentos relativos às acusações, os quais serão remetidos ao Ministério Público. O parlamentar classificou o pedido de Mazer como uma retaliação política decorrente de suas falas sobre eventuais irregularidades na Câmara.

Ao fazer uso da palavra, Zampieri contestou o trâmite e reiterou que sofre retaliação por ter denunciado suspeitas de irregularidades. Ele argumentou que a prioridade dos vereadores deveria ser a apuração das acusações, e não a punição do denunciante.

O parlamentar relativizou declarações anteriores de que todos os colegas sabiam dos fatos. Ele ponderou que, caso tenha dito que todos tinham conhecimento, retifica a fala por não poder confirmar a informação sobre a totalidade do plenário, embora sustente que muitos estão cientes do cenário.

Ao reafirmar que levará as denúncias ao Ministério Público e não ao Legislativo municipal, Zampieri alegou que o envio dos documentos à própria Câmara poderia comprometer o andamento das investigações.

RETALIAÇÃO

Zampieri associou a representação ao cenário eleitoral, afirmando que a iniciativa de Mazer possui motivações políticas vinculadas ao pleito de outubro com o objetivo de desgastar sua atuação.

O vereador criticou o acompanhamento da imprensa e pediu cautela aos meios de comunicação na cobertura do caso. Ele concluiu afirmando não estar preocupado com o andamento da representação, mas sim com a interpretação da opinião pública sobre o episódio.

Essas declarações compõem a tese de defesa do parlamentar. A acusação de motivação política constitui uma alegação individual de Zampieri, e não um entendimento chancelado pelo resultado do pleito.

VÍDEO
Confira o pronunciamento de Ricardo Zampieri | Autor: Reprodução.

DISCUSSÃO

A votação foi precedida por divergências quanto ao direito de discussão da matéria em plenário. De início, o presidente da Casa, Dr. Erick, orientou que os vereadores deliberassem estritamente sobre o encaminhamento à Corregedoria, sem entrar no mérito das denúncias.

O posicionamento gerou contestação sobre o direito de defesa do investigado e o espaço para manifestação dos demais parlamentares, levando à suspensão temporária dos trabalhos para consulta à Procuradoria e à Diretoria do Processo Legislativo.

No retorno, Dr. Erick esclareceu a ausência de previsão regimental para debate amplo no momento, mas concedeu cinco minutos para que Mazer e Zampieri se manifestassem antes do pleito.

Os demais parlamentares puderam apenas registrar o voto, sem espaço para debate prévio, o que voltou a gerar questionamentos sobre a condução da sessão.

RESUMO

Aprovação da Investigação: A Câmara de Ponta Grossa aprovou (9 votos a 1) a abertura de apuração pela Corregedoria Interna contra o vereador Ricardo Zampieri (PL), atenta a requerimento de Guilherme Mazer (PT) por conta de denúncias não comprovadas sobre "malotes" e esquemas no Legislativo.

Defesa e Contraponto: Zampieri informou que não entregará provas à Câmara — afirmando que as encaminhará diretamente ao Ministério Público — e alegou ser vítima de retaliação e desgaste político eleitoral; Mazer rebateu que cobrou transparência após o esgotamento do prazo de 48 horas.

Trâmite e Regimento: Houve divergência em Plenário quanto ao direito de debate prévio, sendo concedido tempo restrito de manifestação a Mazer e Zampieri antes da votação, cabendo agora à Corregedoria conduzir a apuração formal do caso.

CONTEÚDO DE MARCA

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