Secretária Márcia Huçulak alerta para os perigos da desinformação | aRede
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Secretária Márcia Huçulak alerta para os perigos da desinformação

Deputada analisa motivos que levam as pessoas a aderir a teorias da conspiração e correntes de negacionismo

Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, Márcia analisou como as fakenews atuam no indivíduo, mostrando, por exemplo, o impacto das teorias conspiratórias no posicionamento das pessoas – vetor que ganhou enorme força com a onipresença da internet e das redes sociais
Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, Márcia analisou como as fakenews atuam no indivíduo, mostrando, por exemplo, o impacto das teorias conspiratórias no posicionamento das pessoas – vetor que ganhou enorme força com a onipresença da internet e das redes sociais -

Publicado por Diego Chila

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“De todos os ódios, nenhum supera o da ignorância contra o conhecimento.”

A frase atribuída a Galileu Galilei (1564-1642), astrônomo e um dos pilares da ciência moderna, foi citada pela deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) nesta terça-feira (04/08) para alertar sobre os perigos da desinformação.

Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, Márcia analisou como as fakenews atuam no indivíduo, mostrando, por exemplo, o impacto das teorias conspiratórias no posicionamento das pessoas – vetor que ganhou enorme força com a onipresença da internet e das redes sociais.

“Uma mentira se espalha seis ou sete vezes mais rapidamente do que uma verdade”, disse Márcia. “E hoje um ganhador de prêmio Nobel tem o mesmo espaço na internet do que um terraplanista.”

O Nobel é um dos principais reconhecimentos mundiais concedido a contribuições à ciência e outras áreas. Terraplanista é uma pessoa que acredita que o planeta Terra é plano, não esférico, como amplamente comprovado e facilmente identificável por meio de inúmeros registros fotográficos.

A deputada destacou que os algoritmos das plataformas tecnológicas responsáveis pelo engajamento (disseminação) nas redes sociais, no entanto, não diferenciam quem diz a verdade, mas sim quem promove mais audiência.

Certamente errado

Outra característica das correntes de desinformação é que elas costumam apresentar soluções simples – e erradas – para problemas complexos, explorando uma característica dos seres humanos. “Estudos da psicologia mostram que as pessoas têm necessidade de certezas”, explicou Márcia.

O problema é que assuntos complexos não têm respostas simples e claras. O sucesso que tais narrativas fazem com parte da população se deve ao efeito que gera no indivíduo. “Não importa a veracidade delas, mas o conforto emocional que ela acarreta”, disse a deputada.

Teorias conspiratórias, por exemplo, constroem narrativas falsas ou extremamente distorcidas com base em fiapos de informação real. Elas estão na origem de movimentos negacionistas que põem em xeque, por exemplo, a eficácia das vacinas ou criam fabulações não comprovadas sobre a pandemia de covid-19.

Apesar da falta de conexão com fatos concretos, essas correntes muitas vezes se sobrepõem, por exemplo, no caso dos imunizantes, ao histórico de mais de 230 anos de efetividade, período em que salvaram milhões de vidas, erradicaram ou diminuíram significativamente o impacto de diversas doenças.

Gritos e sussurros

Além desses fatores, a deputada chamou atenção para outro comportamento característico da atualidade e reforçado pelas redes sociais: a necessidade de se ter opinião sobre tudo, sendo que ela se apresenta de forma rápida, definitiva e inflexível.

“Pessoas com pouco conhecimento sobre um assunto tendem a superestimar o quanto elas sabem ou acham que sabem. Enquanto os especialistas fazem exatamente o contrário: quanto mais aprendem, mas cientes ficam da complexidade das coisas”, afirmou.

Esse comportamento costuma se refletir em posicionamentos mais histriônicos (no caso dos negacionistas e das correntes de desinformação) e mais ponderados por parte dos especialistas em cada assunto.

“Os estúpidos estão cheios de certezas, enquanto os cientistas e aqueles que lutam para melhorar o mundo estão cheios de dúvidas.”

Márcia ponderou que a dúvida, entretanto, que é uma evidência clássica de inteligência, passou a ser vista por muita gente como sinal de fraqueza.

Com informações da assessoria

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