Estudantes sepultam esqueleto usado em aulas após descobrirem que era de um humano | aRede
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Estudantes sepultam esqueleto usado em aulas após descobrirem que era de um humano

A descoberta levantou um debate ético dentro da sala de aula sobre o uso daquele esqueleto

Durante as discussões, veio a revelação de que não se tratava apenas de um material didático, mas dos restos mortais de uma pessoa real
Durante as discussões, veio a revelação de que não se tratava apenas de um material didático, mas dos restos mortais de uma pessoa real -

Publicado por Lilian Magalhães

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Estudantes de uma cidade do centro da Alemanha ficaram surpresos ao descobrir a verdadeira origem do esqueleto utilizado há anos nas aulas de biologia. Conhecido como “Niran”, o antigo companheiro de sala teve sua história revelada após os alunos decidirem investigar o seu passado. Durante as discussões, veio a revelação de que não se tratava apenas de um material didático, mas dos restos mortais de uma pessoa real.

As informações são do portal Banda B, parceiro do Portal aRede. A descoberta levantou um debate ético dentro da sala de aula sobre o uso dos restos mortais de uma pessoa. Com o apoio da professora e de um serviço funerário local, os estudantes organizaram uma despedida simbólica e garantiram a Niran um “descanse em paz”.

Por trás dessa descoberta existe uma indústria que movimentou milhões de dólares ao longo de décadas. Durante quase dois séculos, esqueletos humanos foram exportados da Índia para escolas, universidades e instituições de ensino no Ocidente.

Um levantamento realizado em Hamburgo, na Alemanha, aponta que cerca de 40% das escolas da cidade ainda utilizam exemplares provenientes desse período. O comércio ganhou força com o avanço das pesquisas médicas e dos estudos anatômicos entre os séculos XVIII e XIX, período em que a necessidade por corpos para fins científicos cresceu rapidamente.

A origem desses restos mortais, no entanto, gerou forte reação da sociedade. Igrejas condenaram a prática, protestos foram registrados e governos tentaram controlar o mercado por meio de novas legislações. Mesmo assim, a demanda era tão elevada que o comércio ilegal continuou prosperando. Com a expansão das instituições médicas britânicas em território indiano durante o período colonial, o fornecimento de corpos e ossos humanos aumentou consideravelmente.

Registros indicam que essa atividade permaneceu ativa pelo menos até 1985. Mesmo décadas depois do fim oficial desse comércio, muitos desses esqueletos ainda permanecem em uso no meio acadêmico.

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