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Automação reduz perdas na armazenagem de grãos no Brasil

Com previsão de produção de 360,1 milhões de toneladas e capacidade de armazenamento limitada a 228 mil toneladas, cooperativas apostam em soluções tecnológicas para agilizar a secagem, evitar gargalos e elevar a produtividade nos silos

Frente ao déficit de silos, automação salva safra recorde
Frente ao déficit de silos, automação salva safra recorde -

Publicado por Eduarda Gomes

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Com a previsão de um novo recorde na safra brasileira de grãos, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 360,1 milhões de toneladas, um aumento de 2,2% sobre o ciclo passado, o país volta a enfrentar um de seus maiores gargalos estruturais: a falta de estrutura para guardar a produção. Segundo dados do portal Armazéns do Brasil, disponível no site da Conab, a capacidade estática atual do país é de apenas 228 mil toneladas. Para contornar esse déficit histórico sem depender exclusivamente da construção de novas estruturas físicas, o agronegócio nacional tem recorrido à automação avançada das unidades armazenadoras.

Os sistemas tecnológicos aplicados aos silos acionam os motores somente quando necessário, o que economiza energia e otimiza o trabalho da equipe. Já nos secadores de grãos, o controle preciso da temperatura e da umidade evita desperdícios e riscos de contaminação cruzada. Essas soluções aceleram o recebimento, a secagem e a estocagem da safra, garantindo a conservação e o padrão de qualidade do produto que vem do campo.

No Paraná, a Capal Cooperativa Agroindustrial tem investido na automação completa dos secadores de grãos de fluxo contínuo. De acordo com Carlos Faria, coordenador de Operações de Grãos da cooperativa, os programas ajustam automaticamente a carga, a descarga e a temperatura, mantendo o padrão de secagem sem depender de intervenções manuais constantes.

Já em Goiás, a Cooperativa Comigo registrou um aumento de cerca de 30% na produtividade após automatizar elevadores, secadores e máquinas de limpeza. Durante a última colheita, marcada por fortes chuvas, a Comigo chegou a movimentar 2 milhões de sacas de soja em um único dia, feito que o diretor industrial Paulo Carneiro Junqueira atribui ao controle tecnológico em tempo real.

O monitoramento digital de equipamentos como os elevadores de grãos permite que operem próximos da capacidade máxima, como 80% ou 85%, com total segurança para evitar travamentos que gerariam horas de paralisação e perda de grãos. Além de dar maior autonomia aos operadores durante a gestão dos turnos, a tecnologia abre caminho para a consolidação da Inteligência Artificial (IA) e da robótica no setor. A expectativa é que, no futuro, os sistemas tomem decisões autônomas de secagem e carregamento, embora o alto custo de determinados equipamentos, como analisadores de umidade que superam R$ 100 mil por unidade, ainda seja um entrave para a adoção massiva em cooperativas de grande porte.

O tema será detalhado pelo diretor Paulo Carneiro Junqueira durante a IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita (IX CBP 2026), realizada pelas cooperativas Capal, Frísia e Castrolanda e promovida pela Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos). O evento ocorre em Carambeí (PR), entre os dias 12 e 14 de agosto, e sua programação completa está disponível no site cbp2026.abrapos.org.br.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Capal e divulgadas no portal de notícias do Sistema Ocepar.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Safra Recorde e Gargalo Estrutural: A safra de grãos deve atingir 360,1 milhões de toneladas, mas o déficit de armazenagem, com capacidade estática em 228 mil toneladas, exige que o setor busque soluções tecnológicas para não perder produção.

- Ganhos de Eficiência nas Cooperativas: A automação em secadores, elevadores e silos elevou a produtividade em cerca de 30% na cooperativa Comigo e permitiu o controle preciso de temperatura e fluxo de grãos na Capal, acelerando a recepção da safra.

- Tendências e Desafio de Custos: O setor caminha para o uso de Inteligência Artificial e sistemas autônomos de secagem, mas os investimentos ainda esbarram no valor elevado de equipamentos de precisão, que podem superar R$ 100 mil por unidade.

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