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Raízen eleva adesão ao plano de recuperação extrajudicial para 80,15%

Companhia informou à CVM aumento no percentual de apoio à reestruturação de sua dívida de R$ 64,7 bilhões

Companhia avança em plano de reestruturação financeira após obter o apoio de mais de 80% dos credores para renegociar passivo bilionário
Companhia avança em plano de reestruturação financeira após obter o apoio de mais de 80% dos credores para renegociar passivo bilionário -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Raízen, gigante do setor de açúcar, etanol e bioenergia, informou ao mercado que recebeu novas adesões ao seu Plano de Recuperação Extrajudicial. Com os novos consentimentos, o percentual de apoio por parte dos credores saltou de 75,45% para 80,15% do total dos créditos abrangidos pela proposta de reestruturação.

A atualização sobre o andamento do processo foi divulgada por meio de um comunicado oficial encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com os dados apresentados pela companhia, o plano estruturado contempla créditos financeiros e quirografários que somam o montante de R$ 64,7 bilhões, valor do qual estão excluídos os créditos firmados intercompany (entre empresas do mesmo grupo). As informações são da CNN Brasil.

Segundo a empresa, as novas manifestações de adesão formalizadas pelos credores foram devidamente protocoladas após a apresentação inicial do plano perante a Justiça. A administração da Raízen afirmou que o crescimento no percentual de apoio consolida e reforça a aceitação dos detentores de dívidas em relação à proposta de reestruturação do seu endividamento financeiro global.

O plano de recuperação extrajudicial foi protocolado originalmente no dia 5 de junho na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A peça jurídica prevê uma ampla reorganização das obrigações da empresa, traçada com o objetivo estratégico de adequar a sua estrutura de capital e reestabelecer as necessidades essenciais de liquidez para o curto e médio prazo.

Entre as principais medidas de socorro financeiro incluídas na proposta, destaca-se a previsão de um aporte de capital de até R$ 4 bilhões a ser realizado pelos acionistas controladores. Pelos termos desenhados, a multinacional Shell deverá contribuir com o montante de R$ 3,5 bilhões. Os R$ 500 milhões restantes poderão ser aportados pela Aguassanta Participações, veículo de investimentos ligado à família do empresário Rubens Ometto, caso a holding formalize sua adesão aos termos finais do plano.

Outro pilar de sustentação da engenharia financeira proposta é a conversão compulsória de 45% do valor total da dívida sujeita à recuperação extrajudicial em ações de emissão da própria companhia. O saldo remanescente, equivalente a 55% dos débitos, deverá ser integralmente renegociado através da emissão de novos instrumentos financeiros. Esses novos títulos contarão com prazos de vencimento substancialmente mais longos e taxas compatíveis com a capacidade projetada de geração de caixa da Raízen para os próximos anos.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Aumento no Apoio de Credores: A Raízen viu o percentual de aceitação ao seu plano de recuperação extrajudicial subir de 75,45% para 80,15% dos créditos afetados, que totalizam R$ 64,7 bilhões (desconsiderando dívidas intercompany).

- Aportes dos Controladores: A proposta, que tramita na 3ª Vara de Falências de São Paulo, prevê uma injeção de até R$ 4 bilhões em capital por parte dos acionistas, sendo R$ 3,5 bilhões oriundos da Shell e até R$ 500 milhões da Aguassanta Participações.

- Mecanismo de Renegociação: O plano estabelece que 45% do passivo bilionário sujeito ao processo será convertido diretamente em ações da Raízen, enquanto os 55% restantes serão refinanciados em novos títulos de longo prazo.

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