Anec eleva projeção de exportações brasileiras de soja para junho
Impulsionado por safra recorde, Brasil deve fechar o primeiro semestre com crescimento nas exportações de soja, milho e farelo

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima suas estimativas de exportação para as principais commodities agrícolas do país neste mês. A projeção para os embarques de soja em junho foi elevada para 14,38 milhões de toneladas, calculada a partir da média do intervalo estimado que varia entre 13,95 milhões e 14,80 milhões de toneladas.
O número consolida uma alta de 16,3% na comparação com as 12,36 milhões de toneladas estimadas na semana anterior. O volume também representa um avanço de 4,3% sobre as 13,79 milhões de toneladas registradas em junho de 2025, evidenciando o ritmo acelerado de escoamento da safra recorde colhida pelo Brasil em 2026.
O bom desempenho do complexo de grãos deve fazer o país encerrar o primeiro semestre com exportações acumuladas de soja entre 72,47 milhões e 73,31 milhões de toneladas. As informações são do portal Broadcast.
AVANÇO NO MILHO E DERIVADOS
As perspectivas positivas se estendem para os demais grãos. Com o avanço gradual da colheita da segunda safra, a estimativa para os embarques de milho em junho saltou para 645,8 mil toneladas, um incremento de 33% frente às 485,7 mil toneladas previstas na semana passada, e 13,6% acima do volume exportado em junho do ano passado (568,7 mil toneladas).
No segmento de farelo de soja, a projeção disparou 39,6% em relação à semana anterior, passando de 1,65 milhão para 2,31 milhões de toneladas. Caso o teto se confirme, o volume superará em 38,3% as 1,67 milhão de toneladas embarcadas em junho de 2025. A associação prevê ainda a exportação de 77 mil toneladas de DDGS (coproduto de milho), número estável perante a projeção anterior, mas 34,7% superior ao mesmo período de 2025. Para o trigo, não há qualquer previsão de embarque em portos nacionais no mês.
LOGÍSTICA PORTUÁRIA E PRINCIPAIS DESTINOS
Os relatórios de programação de navios (line-up) detalham o fluxo logístico nas semanas de junho:
- De 31 de maio a 6 de junho: Os embarques efetivos somaram 4,24 milhões de toneladas de soja, 502,7 mil toneladas de farelo, 145,9 mil toneladas de milho e 77 mil toneladas de DDGS. O porto de Santos liderou o escoamento da oleaginosa com 1,30 milhão de toneladas, seguido por Barcarena (669 mil t), São Luís/Itaqui (543,2 mil t), Paranaguá (460,8 mil t) e Rio Grande (405,2 mil t).
- De 7 a 13 de junho (Programação 1): O cronograma projeta 4,24 milhões de toneladas de soja, mantendo Santos na liderança (1,30 milhão de t). Para o farelo, estão programadas 502,7 mil toneladas (Santos com 267,9 mil t) e 145,9 mil toneladas de milho (Santarém com 105,9 mil t e Paranaguá com 40 mil t).
Uma segunda análise de line-up prevê 3,80 milhões de toneladas de soja, com Santos escoando 1,35 milhão de toneladas, Barcarena com 522,1 mil toneladas e Paranaguá com 412,5 mil toneladas. Para o farelo, estimam-se 709 mil toneladas, pulverizadas principalmente entre Aratu/Cotegipe (263,8 mil t), Santos (234,4 mil t) e Paranaguá (223,8 mil t). O milho deve registrar 129,4 mil toneladas no período.
No balanço acumulado de janeiro a junho, projeta-se que a soja atinja 72,89 milhões de toneladas (frente a 68,05 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025); o farelo some 12,72 milhões de toneladas (ante 11,28 milhões de t); e o milho chegue a 6,40 millions de toneladas (ante 5,66 milhões de t). O trigo corre na contramão, com um acumulado de 970,1 mil toneladas, recuo expressivo se comparado a 1,48 milhão de toneladas do ano anterior.
Geograficamente, a China segue como o parceiro comercial mais importante da soja brasileira (com 70% das compras de janeiro a maio), seguida por Espanha (5%) e Turquia (4%). No milho, o Egito lidera os destinos com 27%, seguido pelo Vietnã (22%). Já a Indonésia é o principal comprador do farelo de soja nacional, absorvendo 18% do total comercializado. A Anec pondera, por fim, que todos os volumes estimados podem oscilar dependendo de fatores climáticos e operacionais de cada porto.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Aumento nas projeções: Impulsionada por uma safra recorde, a estimativa de exportação de soja para junho subiu para 14,38 milhões de toneladas, um crescimento de 16,3% em relação ao projetado na semana anterior e de 4,3% frente a junho de 2025.
- Crescimento generalizado no semestre: O Brasil caminha para encerrar o primeiro semestre de 2026 com altas consistentes nos volumes acumulados de exportação de soja (72,89 milhões de t), farelo (12,72 milhões de t) e milho (6,40 milhões de t), superando o mesmo período de 2025.
- Santos lidera e China domina: O Porto de Santos se mantém como a principal rota de escoamento do país para o complexo de grãos, enquanto a China reafirma sua soberania no mercado ao absorver 70% de toda a soja brasileira exportada no ano.





















