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Maltaria Campos Gerais consolida região como polo do malte nacional

Nova política comercial da Ambev, com preço garantido e absorção total de safra, traz segurança aos produtores e visa reduzir a dependência de importações

Instalações da Maltaria Campos Gerais em Ponta Grossa, estrutura responsável por transformar a cevada regional e abastecer a indústria cervejeira nacional
Instalações da Maltaria Campos Gerais em Ponta Grossa, estrutura responsável por transformar a cevada regional e abastecer a indústria cervejeira nacional -

Publicado por Eduarda Gomes

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O início do ciclo de inverno no Sul do país impulsiona a expansão da cevada nas lavouras, desempenhando um papel estratégico na agricultura paranaense. No município de Ponta Grossa, o cultivo ganha destaque pela atuação da Maltaria Campos Gerais, unidade da cooperativa Agrária que serve como elo direto entre o setor produtivo agrícola e a indústria de alimentos e bebidas.

Visando oferecer maior estabilidade de renda aos agricultores e diminuir a dependência do mercado externo, visto que cerca de 50% do cereal utilizado no país ainda é importado, a Ambev implementou um novo modelo de negociação comercial. A política estabelece que 50% da cevada cervejeira terá valor fixado em R$ 75 por saca, enquanto os 50% restantes acompanharão a cotação praticada pelo mercado do trigo.

O modelo de parceria prevê a compra de toda a produção contratada. Caso os grãos não alcancem os padrões exigidos para o processo de maltagem, a safra é redirecionada para uso como forrageira, mitigando os riscos comerciais dos produtores.

As projeções para a safra de 2026 são de crescimento. A área semeada no Paraná deve alcançar 111,3 mil hectares (alta de 7,3%), enquanto o Rio Grande do Sul prevê 34,5 mil hectares (elevação de 9,9%).

A expansão conta ainda com o suporte de avanços tecnológicos, como a homologação da cultivar ABI Valente pela Ambev, que promete produtividade 16% superior e maior resistência sanitária. O setor busca contornar gargalos climáticos recorrentes na região Sul, como geadas tardias e chuvas excessivas no período de colheita, garantindo o abastecimento das plantas industriais.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Política de preços e garantia de compra: A Ambev garantiu valor fixo de R$ 75 por saca para metade da produção, atrelando a outra metade à cotação do trigo, além de assegurar a compra total da safra contratada (com destinação para forragem em caso de desvio de padrão).

- Expansão de área plantada em 2026: Previsão de aumento na área de cultivo de 7,3% no Paraná (atingindo 111,3 mil hectares) e de 9,9% no Rio Grande do Sul (alcançando 34,5 mil hectares).

- Infraestrutura e inovação: A atuação da Maltaria Campos Gerais da Agrária em Ponta Grossa, somada à adoção da nova cultivar ABI Valente (com ganho de 16% em produtividade), fortalece o abastecimento interno e reduz custos logísticos de importação.

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